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terça-feira, 19 de agosto de 2014

Dicas de filmes: Idade Média

Os cavaleiros de Cristo, obra de
1432.
Alguns filmes são bem interessantes para entender um período histórico. Lógico, tem que se ter o cuidado de lembrar que um filme NÃO É O QUE REALMENTE ACONTECEU! Mas colocam diversas possibilidades para se pensar o período retratado e também o nosso presente.
Sobre a Idade Média, vou indicar hoje dois filmes clássicos:

1 - O Nome da Rosa (Der name der rose, ALE/ITA/FRA, 1986, Jean-Jacques Annaud)

Cena de "O Nome da Rosa"
 Talvez o filme que tenha chegado mais perto da Idade Média. Uma série de questões como o papel da Igreja no período, o cotidiano camponês, as formas de pensar ligadas a cultura religiosa, a inquisição, enfim, vários elementos do medievo apresentam-se neste clássico estrelado pelo ex-James Bond Sean Connery.

Filme completo legendado



2- Os visitantes: eles não nasceram ontem (Les visiteurs, França, 1993, Jean-Marie Poiré)

ótimo filme para ver as diferenças nas formas de pensar e viver entre homens medievais e os homens modernos. A ideia da vinda de pessoas do ano de 1123 para 1993 ajuda a mostrar o estranhamento entre duas culturas diferentes em termos de tempo. O cavaleiro Godofredo e o seue scudeiro camponês encontram um mundo totalmente diverso, em que os descendentes dos camponeses tem tanto poder quanto um nobre: algo inaceitável para os cavaleiros medievais!
Cena em que os medievais encontram um carro

trailer do filme: infelizmente não tem no Youtube... Mas quem tiver o Netflix, o filme está disponível!

domingo, 6 de julho de 2014

Dica de filmes: Fascismo e Segunda Guerra

Prezados, coloco abaixo alguns filmes sobre o fascismo e a Segunda Guerra:

1) O Grande Ditador (1940, EUA, Charlie Chaplin) - filme completo
Famosa sátira ao nazi-fascismo e seus líderes feita pelo gênio Chaplin.



2) A Queda (2004, Alemanha, Oliver Hirschbiegel) - trailer
Polêmico filme alemão que retrata os últimos dias do ditador nazista Adolf Hitler.



3) A Outra História Americana (1999, EUA, Tony Kaye) - trailer
Filme que mostra as ações de um neonazista, sua prisão e sua tentativa de tomar um novo caminho junto com a família.



4) A Vida É Bela (1999, Itália, Roberto Benigni) - trecho do filme
O ator e cineasta italiano Roberto Benigni constrói uma bela história de um homem preso junto com o filho em um campo de concentração e que luta para demonstrar para a criança que estavam vivendo em um jogo, para protegê-la de saber o que de fato estava ocorrendo.



Roberto Benigni

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Cinema: Chaplin e a industrialização

Considerado um dos melhores filmes de Charles Chaplin, Tempos Modernos (The Modern Times, Charles Chaplin, 1936, EUA) apresenta uma crítica social bastante forte contra o sistema capitalista-industrial e a forma como este trata aqueles que lhe servem como força de trabalho: o operário.
O filme traz à tona questões como a disciplinarização do trabalho, com o controle do tempo do trabalhador; a alienação e a divisão de tarefas, caracterizadas pela forma como a produção era disposta: cada funcionário era responsável por um setor da fábrica; a precarização da vida dos empregados.
A identificação de Chaplin com a esquerda - que aparece no filme - ajuda a entender a preocupação social presente nesta película. Apesar de ser um filme de 1936, queiramos ou não, ainda é extremamente atual. Tais elementos estão ainda presentes de uma forma ou outra nos nossos cotidianos.

Abaixo, o filme na íntegra.

Divirtam-se!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Mandela na telona

Povo,

em função do falecimento de um dos grandes nomes do século XX, Nelson Mandela, indico aqui 3 filmes fundamentais sobre a vida e a luta deste líder sul-africano.

1. Mandela (1987, Phillip Saville, Reino Unido)

Acompanhamento da trajetória de Mandela na sua luta contra o Apartheid (regime político em que garantia o governo para a minoria branca sul-africana, em detrimento da população majoritária negra e outras minorias, como os indianos).
Nelson Mandela

2.Mandela - a luta pela liberdade (2007, Bille August, França/Itália/Reino Unido/África do Sul/Bélgica/Luxemburgo/Alemanha)

O filme mostra a relação na prisão entre Nelson Mandela e o seu carcereiro, que na realidade era espião do governo. Ambos começam a se respeitar e formam um laço de amizade que o transforma em um defensor dos direitos dos negros na África do Sul e em aliado de Mandela quando este sai da prisão.

3. Invictus (2009, Clint Eastwood, Estados Unidos)
Poster de Invictus


Este filme ressalta o pós-apartheid e a luta de Mandela na presidência para formar a "nação arco-íris". Para isto, o presidente usa o mundial de Rúgbi, disputado no país e esporte praticado pela minoria branca, para unir todos os sul-africanos em torno da seleção, independente da cor da pele dos jogadores e dos torcedores.

TRAILLER - Invictus

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Dois 11 de setembro históricos

Dois 11 de setembro marcaram com força a História Contemporânea:
Bombardeio ao Palácio La Moneda, sede do governo chileno
em 11/09/1973

11 de setembro de 1973: Golpe Civil-Militar que derrubou o presidente socialista e democraticamente eleito Salvador Allende no Chile. Fatores internos como a radicalização política chilena entre socialistas e conservadores, somados a influência da Guerra Fria e o apoio americano aos militares locais levaram o Chile a uma das ditaduras mais sanguinárias da História recente, sob o comando do General Augusto Pinochet. A ditadura durou até 1990 e deixou como saldo mais de 3 mil mortos e desaparecidos (clique aqui). 

Dica de Filme: Machuca (2003, Andrés Wood, França/Inglaterra/ Espanha/Chile)
Cartaz do filme Machuca
Sinopse:Chile, 1973. Gonzalo Infante é um garoto que estuda no Colégio Saint Patrick, o mais conceituado de Santiago. Gonzalo é de uma família de classe alta, morando em um bairro na área nobre da cidade com seus pais e sua irmã. O padre McEnroe, o diretor do colégio, inspirado no governo de Salvador Allende decide implementar uma política que faça com que alunos pobres também estudem no Saint Patrick. Um deles é Pedro Machuca que, assim como os demais, fica deslocado em meio aos antigos alunos da escola. Provocado, Pedro é seguro por trás e um deles manda que Gonzalo o bata, que se recusa a fazer isto e ainda o ajuda a fugir. A partir de então nasce uma amizade entre os dois garotos, apesar do abismo de classe existente entre eles. (retirado de: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-57037/)

11 de setembro de 2001: Ataque de radicais islâmicos ao World Trade Center em Nova Iorque (EUA). Dois aviões chocaram-se contra os prédios, deixando quase 3 mil mortos. Outro avião bateu na sede do Pentágono (Centro militar), em Washington e outro, com provável destino à Casa Branca - sede do governo americano - caiu no Estado da Pensilvânia.
A crise causada pelos ataques levou o então presidente George W. Bush a chamada "Guerra ao Terror", justificando, dessa forma, as invasões militares no Afeganistão e no Iraque.

Dica de Filme: Voo United 93 (United 93, 2005, Paul Greengrass, França, EUA, Inglaterra)
Cartaz do filme Voo 93
Sinopse: Em 11 de setembro de 2001 o voo 93 da United Airlines é sequestrado por terroristas, que têm por objetivo abatê-lo junto a algum símbolo norte-americano. Durante 90 minutos o avião permanece no ar, sendo que neste período os passageiros decidem reagir para evitar que os planos terroristas sejam concluídos. (retirado de: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-108587/

abaixo, vídeo do momento da batida do primeiro avião:

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Sobre o(s) Fascismo(s)



Surgido na Itália entre os anos 10 e 20, o fascismo - ou os fascismos - caracterizou-se por ser um movimento altamente radical, ultranacionalista e que apresentava como plataforma a construção de uma sociedade homogênea, ou seja, em que todos os cidadãos teriam que adotar integralmente e apoiar a ideologia deste grupo político. Enfim, uma sociedade hierarquizada e subordinada a um líder e a um partido de orientação fascista.
Cartaz de O Grande Ditador

A partir da Itália, o fascismo espalhou-se para outros lugares e aproveitou-se com bastante facilidade da crise que os regimes democráticos no mundo vinham enfrentando após a I Guerra Mundial (1914-1918), especialmente nos países que saíram enfraquecidos do conflito: não é por acaso que a Itália foi a precursora destes movimentos com Benito Mussolini (1889-1945), que tornou-se primeiro-ministro do país a partir de 1922. Na Alemanha, um ex-combatente da grande guerra, Adolf Hitler (1889-1945), apropriou-se do clima de humilhação e revolta dos alemães e fundou o Partido Nacional-Socialista da Alemanha, ou o partido nazista, e chegou ao poder no ano de 1933. 

O apoio da população veio em massa: mas porque ele ocorrera? muitos historiadores alegam questões como a capacidade de discursar de Hitler, que teria feito os alemães aceitarem suas ideias apenas pelo dom de sua fala... Todavia, a questão é muito mais complexa: como já dito, a Alemanha havia sido arrasada na I Guerra e humilhada por franceses e ingleses com o Tratado de Versalhes, ambiente propício para que uma nova ideologia pudesse prosperar. Não bastasse isso, o governo alemão reprimiu com força as tentativas socialistas de chegada ao poder político, por temer que o modelo soviético-comunista adentrasse no território alemão. Com uma democracia em descrédito e os socialistas enfraquecidos, o caminho ficou aberto para a ascensão nazista. Os nazistas exploraram muito bem um preconceito já tradicional entre os alemães: o antissemitismo, o ódio aos judeus. Ao transformá-los nos grandes culpados pela crise alemã, os nazistas trouxeram parcelas consideráveis da população alemã para o seu lado. A crise da democracia liberal alemã também fora utilizada pelos nazistas na conquista de adeptos, ao alegarem que aquele sistema político não estava conseguindo recuperar o país e que "permitia" a humilhação ao povo alemão, segundo os seguidores de Hitler, um povo "de raça ariana, superior a todas as outras". Em outras palavras, logicamente que o poder oratório de Hitler ajudou, mas o contexto da época explica melhor porque muitos alemães aderiram ao projeto nazista...
encontro de ditadores: Mussolini (esq.) e Hitler (dir.)

É importante ressaltar que o fascismo não fora uma exclusividade alemã e italiana, nem ocorreu apenas nos anos entre-guerras e durante a Segunda Guerra Mundial (1919-1945): Outras regiões e países, se não foram regimes fascistas, viram nesta época surgir movimentos de orientação extremista á direita. No Brasil, a Associação Integralista Brasileira (AIB) era o protótipo do fascismo brasileiro: ultranacionalista e radical, com pretensões de chegar ao poder. Nos dias de hoje, movimentos neonazistas estão espalhados no mundo ou mesmo organizações políticas ultranacionalistas como a Frente Nacional Francesa, de Jean-Marie Le Pen (1928-) (clique aqui) e o Aurora Dourado, da Grécia (e aqui), que se aproveitam da atual crise europeia para prosperar ideias de ódio aos imigrantes e de valorização extrema de símbolos nacionais. Mesmo próximos de nós, infelizmente, vemos casos de intolerância herdadas do fascismo (e mais aqui)

Enfim, os fascismos foram vários e cada um tem suas especificidades seja onde ocorreram ou seja quando ocorreram. 
Seleção francesa campeã do mundo de futebol, em 1998: alguns jogadores como Zidane e Desailly foram vitimas do racismo de Le Pen, que alegou que "não poderiam representar a seleção por não terem sangue puro francês"
Cabe a nós estarmos atentos e evitarmos ao máximo o preconceito e a intolerância e buscarmos resolver qualquer problema, de ordem política, social, cultural ou econômica a partir do diálogo e da democracia!
Nazismo deve ser sempre repudiado!

Abaixo, dicas de filmes sobre o assunto:

  • O Grande Ditador (The Great Dictator, 1940, EUA, Charlie Chaplin) - Primeiro filme falado de Chaplin. Nele, um dos grandes gênios do cinema debocha de Hitler e das ideias nazi-fascistas. Ao fim do longa, Chaplin faz um discurso clássico em defesa da democracia e contra aqueles regimes totalitários.
  • A queda: as últimas horas de Hitler (Der Untergang, ALE/ITÁ/ÁUT, 2004, Oliver Hirschbiegel) - Este filme narra os últimos momentos de Hitler antes da queda definitiva de Berlim na II Guerra Mundial. Causou polêmica na Alemanha, em que fora acusado de "humanizar" o ditador nazista, além de mexer com antigas feridas germânicas quanto ao regime nazista.
  • A outra história americana (American history X, EUA, 1998, Tony Kaye) - Este conta a história de um jovem neonazista americano que muda sua forma de pensar após uma estadia na prisão por ter assassinado um negro.

Cena final de O Grande ditador:






segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A sétima arte: breves considerações sobre o cinema

Pessoal,

Aproveitando a minha experiência como professor de Artes na turma 102, escrevi este texto sobre o cinema e suas origens. Futuramente, pretendo colocar no blog posts sobre filmes de temática histórica - ou outras, mas analisadas historicamente - para que vocês possam ter acesso e dicas sobre cinema e história!
Ah, no fim do post, estão os videos dos dois primeiros filmes exibidos comercialmente na história em 1895, do qual falo no texto. Para se ter uma noção de como o cinema surgiu e comparar com o que ele é hoje.

Origens do Cinema


Pôster de exibição dos filmes dos irmãos Lumière
Em 1895, quando dois irmãos franceses chamados Louis e Auguste Lumière projetaram os primeiros registros cinematográficos da história, as artes eram essencialmente estáticas, paradas: apesar da fotografia já ser naquela época uma febre, pela sua possibilidade de retratar um momento da realidade em um papel, ela não tinha movimento, não tinha vida. Hoje, ao vermos os filmes dos irmãos Lumière – A saída dos operários da fábrica e Chegada de um trem à estação – poderíamos dizer que se trata de filmes ruins, pois afinal não tem personagens, não tem roteiro, nem mesmo uma ideia básica: são apenas registros de homens saindo dos seus locais de trabalho e de um trem chegando a seu destino final. No entanto, para os fins do século XIX era, sem dúvida, uma revolução. Para as pessoas que estavam assistindo os filmes em um café de Paris era a primeira vez que se viam imagens em movimento produzidas, uma impressão da realidade (ver box abaixo). Aquelas imagens passando na tela davam a noção de que estavam vivenciando algo verdadeiro. Experiência que até então nenhum homem ou mulher havia sentido. É como se o trem do filme estivesse passando ali, mesmo todos sabendo que se tratava de uma projeção.

Essa ilusão de verdade, que se chama impressão de realidade, foi provavelmente a base do grande sucesso do cinema. O cinema dá a impressão de que é a própria vida que vemos na tela, brigas verdadeiras, amores verdadeiros. Mesmo quando se trata de algo que sabemos não ser verdade, como o Pica pau amarelo ou O mágico de Oz, ou um filme de ficção científica como 2001 ou Contatos imediatos do terceiro grau, a imagem cinematográfica permite-nos assistir a essas fantasias como se fossem verdadeiras; ela confere realidade a estas fantasias. (Bernardet, 1980)


Viagem à lua, de G.Mèlies (1902)
Coube a outro francês, Georges Mélies, transformar essa impressão em arte: é ele o primeiro a construir histórias para serem projetadas nas telas; a contratar uma equipe voltada para a construção de cenários, efeitos especiais, roteiros, etc. a trazer os atores para as cenas, enfim, foi o pioneiro na construção do cinema enquanto arte, entretenimento e estórias, ampliando a ideia de que o cinema é a arte em movimento, diferenciando-a das outras manifestações artísticas.

Cinema: a arte capitalista

O cinema era também a arte capitalista por excelência: o século XIX foi o período em que a burguesia aumentou consideravelmente seu poder, eliminando quase todos os resquícios dos sistemas econômicos e políticos anteriores (processo iniciado com a Revolução Francesa), valorizando ao máximo a ideia de progresso e civilização, na qual se incluía o desenvolvimento da tecnologia. O cinematógrafo - aparelho capaz de reproduzir em sequência uma série de fotografias, projetando-as em uma tela e dando a sensação de movimento as mesmas - foi uma dentre tantas máquinas surgidas naquela época e foi de extrema importância para a burguesia, que, através desta nova estética artística, conseguiu reproduzir sua cultura, seu modo de viver, seus pensamentos, bem como para abrir uma verdadeira indústria do entretenimento, gerando lucros e mais lucros aos envolvidos na produção cinematográfica, situação que vivemos até hoje.
O cinematógrafo
Não é a toa que os Estados Unidos tomaram conta da sétima arte: nos anos 10 do século XX o cinema chegou a este país e logo atraiu inúmeras pessoas. Aproveitando-se disso, surgiram os primeiros grandes estúdios, localizados em um bairro da cidade de Los Angeles chamado Hollywood, no Estado da Califórnia. Hollywood tornou-se o centro das grandes filmes, grandes atores e atrizes, diretores, etc. O cinema ganhou glamour e o modo americano de viver, o American Way of Life era exportado para o resto do mundo a partir das telonas. A única indústria que não sofreu perdas nos Estados Unidos após a crise de 1929 foi a indústria cinematográfica. São também os americanos que introduzem a fala ao cinema, inexistente até 1929 – mesmo  enfrentando resistências de seus próprios produtores, como Charlie Chaplin - e as cores, encerrando com a era preto-e-branco, dando mais realismo às imagens e abrindo leque de possibilidades em termos de criação de histórias. 
O famoso letreiro de Hollywood.
Os Anos 50 e 60 marcaram o domínio quase geral do cinema estadunidense no mundo, situação ainda presente hoje. Afinal, não costumamos ir ao cinema ver filmes indicados ao Oscar? Grandes sucessos de bilheteria? Em geral, estes são os filmes americanos, que gastam milhões e milhões de dólares para as suas produções. Para se que se tenha uma ideia: No Brasil,um dos maiores sucessos de bilheteria, Tropa de Elite, cheio de cenas de ação, que exigem gastos, além de locações e formação de cenários, custou em torno de 7 milhões de dólares. Um filme norte-americano com poucas exigências de gastos como A Rede Social (2010) teve gastos de 40 milhões de dólares! Já um filme com gastos consideráveis em efeitos especiais como Avatar (2009) fora orçado em quase 240 milhões. Interessante termos esta dimensão da sétima arte nos EUA. A força econômica americana muitas vezes monopoliza a indústria dos filmes, limitando a entrada de filmes de outros locais nos cinemas de outros países. Em geral, a maioria das produções presentes nos cinemas mundiais são oriundas dos Estados Unidos.
Pôster do filme Avatar

O cinema para além dos Estados Unidos

Todavia, nem sempre um filme caro é um filme bom: a tradição cinematográfica não é uma exclusividade americana e outros países produzem tanto quanto, embora com recursos mais limitados. No entanto, os filmes podem ser de qualidade, e muitas vezes as grandes produções americanas deixam a desejar em termos qualitativos... Países como França, Alemanha, Rússia, Inglaterra, Brasil, Argentina e Japão também apresentam filmes com qualidade em termos de história e produção. A Índia é um caso clássico de uma indústria forte com a sua Bollywood.

Os gêneros de filmes

A classificação em gêneros (...) tem a função de organizar estruturalmente o leque de ações dos personagens e o desenvolvimento do roteiro(...). Além disso, o gênero influencia na receptividade da obra, pois sugere ao espectador como filme deve ser visto, qual a dinâmica principal da fábula, o que deve e o que não deve acontecer com os personagens e as situações dramáticas (Napolitano, 2003, p.61).

GÊNERO
CARACTERÍSTICAS
SUBGÊNEROS DERIVADOS
Drama
Centrados em conflitos individuais, de ordem psicológica, sociais ou existenciais, pretendo provocar a emoção do espectador.
Drama Romântico, Drama existencial, Drama Psicológico, Drama de Guerra.
Comédia
Caracteriza-se pelas situações cômicas, com linguagem de duplo sentido e mal-entendidos que provocar risos do espectador.
Comédia de Costumes, Comédia paródica, Comédia Romântica.
Aventura
Procura mostrar cenas de ações, com conflitos físicos e com o “herói” e o “vilão”. Objetiva provocar reações físicas do assistente.
Western, Policial, Ficção Cientifica, Aventura de Guerra, Ação.
Suspense
História que procura trazer mistérios e provocar tensão e susto em que está assistindo.
Terror, Suspense psicológico.

 CASO QUEIRAM, RESPONDAM NOS COMENTÁRIOS:

Qual seu gênero preferido?

Quais os filmes que vocês mais gostaram?



BIBLIOGRAFIA:

BERNARDET, Jean-Claude. O que é Cinema?São Paulo, Ed. Brasiliense, 1980.
NAPOLITANO, Marcos. Como usar o cinema em sala de aula. São Paulo, Ed. Contexto, 2003.