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terça-feira, 27 de agosto de 2013

A viagem de Ibn-Batutta a uma África que pouco conhecemos

Gurizada,

Aí está o vídeo de que assistimos hoje, nas turmas 73 e 74. Como havia dito, este documentário nos ajuda a entender que a África - ou melhor, as Áfricas -, diferentemente do que pensavam os europeus do século XIX, era um continente rico em termos materiais e termos culturais, com sociedades complexas e diversificadas.

Sugiro também entrarem no site dos produtores do vídeo: http://www.bhzdesign.com.br/clientes/ibnbattuta/index.html
contém outros materiais bem interessantes!
Selo marroquino em homenagem à Batutta

Aproveito para agradecer vocês pelas visitas ao blog. É muito bom ver que em um mês, já teve mais de 500 visualizações, o que é sinal que vocês estão aproveitando as postagens!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Resistências à partilha do mundo nas regiões colonizadas (África e Ásia) – 1884-1914


Colonialismo e Imperialismo são dois conceitos que se confundem: ambos definem a expansão política e econômica das nações europeias – especialmente Inglaterra e França, mas também os novos países surgidos no século XIX como Alemanha e Itália, e os decadentes impérios português e espanhol. Tal expansão tinha como objetivo conquistar novos mercados consumidores para a produção industrial europeia, bem como adquirir a custo baixo matérias-primas escassas no velho continente. Também serviu para espalhar a “cultura superior” branca, civilizar os “bárbaros” negros e amarelos daquelas regiões. A Conferência de Berlim (ALE), nos anos de 1884 e 1885 reuniu na capital alemã os líderes das potências europeias, com o propósito de “dividir” o mundo colonial entre eles. Em outras palavras, decidir quem fica com que parte para colonizar e dominar política, econômica e culturalmente, a fim de evitar as já evidentes rivalidades entre as nações imperialistas. A isso se convencionou chamar de “partilha do mundo” entre estas potências.
Representação da briga dos europeus pela colonização africana
No entanto, devemos atentar para o que significou a colonização aos olhos daqueles que a sofreram. Ou seja, dos povos colonizados. Como reagiram? De que forma encararam a invasão de seus territórios? Longe de ficarem passivos ou aceitarem sem questionamentos a dominação europeia, os povos afro-asiáticos impuseram diversas formas de resistências, seja violentas, seja pacíficas e/ou culturais. Enfim, o fato é que não fora fácil para os colonizadores impor seu domínio naquelas regiões. Vejamos alguns casos específicos:







1) África
Destacam-se as resistências violentas contra a ocupação europeia. Apenas uma obteve sucesso:  A Etiópia, na época conhecida como Abissínia, resistiu as tentativas de invasão dos italianos, chegando a derrotar o exército do país europeu. Outros casos não obtiveram sucesso, mas resistiram enquanto puderam as invasões, como o Sudão, o Egito, e a Namíbia.
Nos países do norte africano, de população muçulmana, houve resistências fortemente influenciadas pela religião islâmica.
2) Ásia
No continente asiático, houve várias formas de resistência, na qual destaca-se, sem dúvida, a assimilação cultural e a ocidentalização: foi o caso do Japão, que optou por assimilar características da cultura europeia, sem abrir mão da tradição local e fez sua revolução industrial. Mais ainda, os japoneses acabaram tornando-se também imperialistas! Ou seja, usaram a tática de abrir-se para o Ocidente antes que estes tentassem os conquistarem e buscaram novos mercados na própria região, colonizando a península da Coreia e outras ilhas próximas.
Mahatma Gandhi: principal líder da independência indiana
A Índia acabou conquistada pelos ingleses, mas os indianos souberam aproveitar-se também dos contatos com os colonizadores e buscaram resistir em bases ocidentais, com surgimento de partidos políticos antibritânicos e de movimentos nacionalistas, que adquiriram popularidade e ajudaram o país a libertar-se dos ingleses com a tática pacífica da desobediência civil, de Mahatma Gandhi (1869-1948).
Na China, houve confrontos armados com os ingleses na Guerra dos Boxers (1900), liderados por um movimento nacionalista, que queria evitar a penetração britânica nas terras chinesas. A derrota custou a queda da China diante da Inglaterra, mas mostrou o uso da ideia de nacionalismo  como forma de resistência por aquele grupo de Pequim.
Representação da Guerra dos Boxers, na China

Em suma, a colonização por si só transformou tanto colonizadores como colonizados: a troca cultural, embora desigual em favor do dominador, acaba fornecendo mecanismos de defesa para o povo submetido por estes. Aqueles países nunca mais seriam os mesmos depois da colonização. Resistiram e utilizaram recursos dos próprios dominadores para resistir. Tampouco o colonialismo fora uma exclusividade europeia: países como Japão também a usaram e contra seus vizinhos. Ou seja, não foi só o “homem branco” que conquistou através da força e da violência. Mas sem dúvida, foram os europeus e o seu mito de superioridade os que mais deixaram rastros de destruição e de mortes.


BIBLIOGRAFIA:

REIS Fº, Daniel; FERREIRA, Jorge; ZENHA, Celeste. O Século XX: o tempo das certezas. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2011.

Aqui, os mapas da partilha na África e na Ásia!



segunda-feira, 12 de agosto de 2013

I Guerra mundial

Prezados, aí está um slide que fiz para as turmas das oitavas sobre a I Grande Guerra no primeiro trimestre. Enfatizo aqui as duas principais causas do conflito: as disputas imperialistas e nacionalistas.
Aproveitem!