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sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Democracia, Cidadania, Direitos
Slides apresentados nas aulas de Filosofia dos 3° anos - importância de conhecer essas palavras tão faladas mas pouco estudadas...
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Sócrates: o filósofo que conversava
Dentre as questões que o mundo ocidental herdou dos gregos está a filosofia. Pensar e refletir sobre as coisas,buscar a verdade pela observação, enfim, coisas que a ciência se utiliza até hoje surgiram com os antigos helênicos. A figura que consolidou essa imagem foi a de Sócrates. Dialogando com as pessoas, Sócrates questionava as certezas que os atenienses tinham sobre os seus valores e ideias.
Por tal ousadia, o filósofo acabou condenado a morte. Vejamos esse texto de Renato Janine Ribeiro, publicado na Zero Hora de 7 de fevereiro de 2015 para entender o filósofo que conversava.
Mas fica aí a ideia de corrupção para os atenienses e os romanos: era a degradação das virtudes que mantinham o laço social. Corrupção é degradação. Um tecido social bem atado, que remontava aos deuses, se via esgarçado se as mulheres se emancipavam, se o luxo tomava conta da cidade, se a dominação patriarcal era contestada – e também, esta a parte da filosofia nisso tudo, se as verdades pregadas fossem postas em dúvida.
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| Busto de Sócrates |
Por tal ousadia, o filósofo acabou condenado a morte. Vejamos esse texto de Renato Janine Ribeiro, publicado na Zero Hora de 7 de fevereiro de 2015 para entender o filósofo que conversava.
Os
filósofos corruptos
A cidade de Atenas não entendeu o que dizia
Sócrates. Não conseguiu compreender que ele não pregava nada, apenas fazia
pensar.
07/02/2015 | 16h06
Em dois mil e
quinhentos anos de filosofia (pelo menos, no Ocidente), tivemos dois nomes
condenados por corrupção. Um deles é uma glória da filosofia, talvez sua maior
glória: Sócrates, que morreu em 399 antes de Cristo. O outro é um grande
pensador, um dos inaugurais da modernidade, mas que respeitamos mais por sua
contribuição à teoria do conhecimento e às ciências do que à ética ou às
disciplinas que lidam com os valores: Francis Bacon, que faleceu em 1626.
Sócrates foi
condenado à morte em Atenas – o único dos grandes filósofos a padecer essa pena
– por corromper a juventude, ao ensiná-la a desacreditar dos deuses. Tudo nessa
história é carregado de significação. O que chamamos de filosofia era novo,
tinha um século ou dois. Tal foi a importância de Sócrates que damos aos que o
precederam o nome de “pré-socráticos”. E Sócrates nada escreveu (uma pegadinha
em vestibulares já foi: “que obras você leu de Sócrates?” e a pior resposta,
“todas”). Foi filósofo porque foi professor. Em vez de ditar conteúdos, ia
perguntando a seu interlocutor o que este pensava disso ou daquilo, e
contestando as respostas, até que o próprio parceiro chegava a conclusões. Era
tão democrático seu modo de ensinar que até escravos aprendiam com ele.
A cidade de Atenas
não entendeu o que dizia Sócrates. Não conseguiu compreender que ele não
pregava nada, apenas fazia pensar. Nem entendeu que duvidar, questionar,
perguntar são as formas melhores de aprender. Preferiu, tosca e tolamente,
afirmar que ele ensinava (um erro) os jovens a descrer dos deuses (outro erro),
pretendendo desta forma acabar com a moral e a vida cívica (terceiro erro).
Daí, a pena de morte. Daí, esse início perigoso e honroso para a filosofia.
Que não seguiu o
caminho socrático. Todos os filósofos importantes que se seguiram escreveram
obras. Poucos foram tão longe quanto ele no questionamento – talvez Descartes,
com a dúvida metódica. Só que não: a dúvida cartesiana tende ao monólogo,
enquanto o que Sócrates fazia era dialogar. Nenhum filósofo foi tão professor quanto
ele. Ah que pena não ter assistido a seus diálogos (que ninguém diga “aulas”).
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| Obra A Academia de Platão |
Mas fica aí a ideia de corrupção para os atenienses e os romanos: era a degradação das virtudes que mantinham o laço social. Corrupção é degradação. Um tecido social bem atado, que remontava aos deuses, se via esgarçado se as mulheres se emancipavam, se o luxo tomava conta da cidade, se a dominação patriarcal era contestada – e também, esta a parte da filosofia nisso tudo, se as verdades pregadas fossem postas em dúvida.
Talvez seja essa
bendita corrupção socrática o cerne da filosofia. Um trabalho de formiga, que
jamais faz apologia, só contesta. A ponto de soar insuportável. Por que
problematizar o óbvio? Por que complicar as coisas? Mas a filosofia nunca pode
ser elogio dos poderosos.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
O Iluminismo e seus filósofos
Como já discutimos em sala de aula, o Iluminismo foi
um movimento filosófico dos séculos XVII e XVIII que propôs novas formas de
pensar, atingindo em cheio o pensamento religioso predominante daquela época. O
Homem não era mais dependente do que Deus dizia ou do que a Igreja preconizava:
para os filósofos iluministas, o Homem era dono de o próprio saber e capaz de,
racionalmente, pensar por si próprio, ou, nas palavras de Imannuel Kant, sair
da menoridade e tornar-se independente.
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| Jean-Jacques Rousseau |
É importante ressaltar, no entanto, que tais ideias
não eram uma novidade: na verdade, os iluministas se inspiravam em cientistas
do século XVI e XVII como Francis Bacon, Isaac Newton, Galileu Galilei, entre
outros, que já estavam colocando em dúvida as certezas religiosas da Europa
Moderna.
Estas ideias foram fundamentais para que a burguesia
ascendente na Europa enfrentasse o poder vigente, ainda nas mãos dos reis e da
Nobreza, auxiliadas pela Igreja Católica. A burguesia – que enriquecia a partir
da produção manufaturada e a venda destes produtos – ainda encontrava-se
afastada da luta política e viu nas ideias iluministas uma forma de influenciar
na luta pelo poder: não é à toa que as teorias políticas de Montesquieu serão
defendidas pelos burgueses. Com a ideia dos três poderes, seria mais fácil aos
novos ricos acessar o poder político na Europa do Antigo Regime. No entanto,
isso não significa dizer que os iluministas estavam a serviço da burguesia
ascendente: na verdade, muitos deles eram ligados a monarcas ou a própria
Igreja Católica, mas suas ideias ajudaram este novo grupo social a
posicionar-se diante da sociedade europeia ainda dominada pelo Absolutismo e
pela ideologia cristã.
Além disso, o iluminismo também servia para a defesa
das propriedades: a propriedade, segundo os filósofos da época, era individual
e não pertencia aos reis ou aos religiosos. Mais uma vez, a filosofia
iluminista caia bem aos ouvidos burgueses.... Uma das consequências será a
própria Revolução Francesa, muita influenciada pelo pensamento da ilustração.
A crença na Ciência é outro ponto marcante na
filosofia das luzes: o homem só seria capaz de chegar à razão, a verdade, a
partir do estudo e da busca incessante do conhecimento: não bastava mais
esperar a intervenção divina. O ser humano deveria buscar a verdade por suas
próprias forças, através da investigação, da prática e da experimentação até
chegar o resultado real. Tudo era passível de crítica: o papel do intelectual é
duvidar, antes de tudo.
Por fim, o enciclopedismo é outro fator importante
sobre o “século das luzes”: a ideia básica era recolher todo o conhecimento até
então construído e juntar tudo em uma compilação de livros: seria a “geografia
do saber”, todo ele estaria ali, naqueles livros para que qualquer um pudesse
pesquisar e aprender.
Até que ponto as ideias iluministas estão ainda
presente no mundo de hoje?
ALGUNS FILÓSOFOS ILUMINISTAS
|
Filósofo
|
Período de Vida
|
Nacionalidade
|
Área
|
Teoria\Bandeira
|
|
John Locke
|
1632-1704
|
inglês
|
Política
|
Liberalismo/Empirismo
|
|
Voltaire
|
1694-1778
|
francês
|
Social
|
Anticlericalismo
|
|
Barão de
Montesquieu
|
1689-1755
|
francês
|
Política
|
Teoria dos Três
Poderes
|
|
Jean-Jacques
Rousseau
|
1712-1778
|
suíço
|
Política\Educação
|
Contrato
Social\Liberdade de Pensamento
|
|
Immanuel Kant
|
1724-1804
|
prussiano
|
Filosofia
|
Minoridade do Homem
|
|
Denis Diderot
|
1713-1784
|
francês
|
Fisolofia
|
Enciclopedismo
|
|
Jean D’Alambert
|
1717-1783
|
francês
|
Matemática\Física
|
Enciclopedismo
|
|
Adam Smith
|
1723-1790
|
escocês
|
Economia
|
Fisiocracia/Liberalismo
econômico
|
BIBLIOGRAFIA:
FALCON,
Francisco. Iluminismo. São Paulo,
Ática, 2004.
FORTES, Luiz.
O Iluminismo e os reis filósofos. São
Paulo, Brasiliense, 1987.
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