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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Muro de Berlim (1961-1989)

Prezados/as, aí vai os slides sobre o Muro de Berlim, comentado nas turmas 91 e 92. Curiosamente, há exatos 26 anos e um dia iniciava-se a derrubada do Muro.




quarta-feira, 11 de março de 2015

O Estado Islâmico e a destruição do patrimônio histórico

O Estado Islâmico (EI) tem-se destacado nos noticiários pela sua ação em favor da construção de um estado muçulmano radical e contra aqueles que entendem ser adversários do islã, desconsiderando as presenças de outras culturas e religiões.
Bandeira do EI do Magreb,
norte da África.
Parece que nos últimos dias, além de perseguir aqueles que não concordam com suas posições - sejam muçulmanos de outras correntes ou não-muçulmanos - parece que o novo alvo do EI é o patrimônio histórico. O vídeo abaixo apresenta a destruição pelo radicais de estátuas de ídolos da cultura assíria, que existiu no atual Iraque a mais de 3 mil anos. A destruição destes vestígios são também um ataque a um pedaço da história, sob a alegação deste grupo de que não representvaam o islã ... O trabalho histórico é que acaba pagando...





Obs: O fundamentalismo religioso - a defesa de uma religião a partir de uma interpretação radical dos textos sagrados - não é uma exclusividade do islã: o link abaixo apresenta diversos grupos fundamentalistas tanto na religião judaica, como na cristã!


Mapa da região de atuação principal da EI, destacada
em vermelho, entre o Iraque e a Síria.
Superinteressante: o que é fundamentalismo?

Outras informações sobre o EI e as destruições de patrimônios:

El País
Terra
Folha de São Paulo

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Por uma história do XIS (o lanche)

Para lembrar que pode-se fazer história de tudo e também para descontrair um  pouco, reproduzo aqui trecho do texto de um professor acadêmico- Luis Farinatti - em que ele faz um "estudo" sobre o famoso XIS. Uma espécie de símbolo do Rio Grande do Sul!

Link original: http://terradosmuitos.sul21.com.br/2012/08/06/200/

HISTÓRIA SOCIAL DO XIS

O interessante é que o xis parece ter se enquadrado, nos primeiros tempos, no ar de novidade que tinham os fast-foods. Sem dúvida, foi associado ao Hamburguer norte-americano, aqui chegado através das telas de cinema. Daí a relação com velocidade, tecnologia, praticidade e juventude. Enfim, com os valores de uma contemporaneidade que, nos ’80, tinha o futuro como uma categoria-fetiche – lembram da estética repleta de ângulos, referências espaciais, neons? Isso desde os objetos de decoração, passando pela arquitetura, até a moda com ombreiras e cabelos esculturados com gel.

Não é a toa que a Coca-cola era o acompanhante inescapável para xis. Tratava-se de uma das práticas de norte-americanização pelo consumo, que a juventude de classe média brasileira exercitou com dedicação naquela década. Havia uma música, do Gaúcho da Fronteira, em que ele criticava essa adesão, referindo-se a uma menina dizendo algo como “só toma coca com xis e repete que é feliz, mas vive muito confusa… tem direito de sonhar com essa vida made in USA. (…) Ô guria te endireita, tu já tá uma moça feita para bancar americana. Por causa do tal de rock, tu vives em Nova York sem sair de Uruguaiana.”
Porém, me parece que esse quadro foi se modificando nos anos posteriores. O xis difundiu-se verdadeiramente. Sua adaptação à gaúcha, ou seja, o sanduíche prensado até ficar com a casca do pão crocante virou marca distintiva e de orgulho regional. Santa Maria (universitária e jovem), vem sendo identificada como terra do xis, em um programa que foi, inclusive, encampado pela prefeitura municipal. Essa apropriação regionalista de algo que, antes, era tão “norte-americano” se deu em concomitância com a invasão dos verdadeiros fast-foods, os MacDonalds e seus genéricos. Algumas pessoas chegaram a dizer que não dariam certo por aqui, sendo que custavam o dobro do valor do “nosso” xis, mas com a metade do “peso”. O resultado é o que se vê, o MacDonalds está aí mas o xis segue vivo, encampando, ora vejam só, um discurso de resistência e matriz de construções identitárias. O xis aparece como uma refeição completa, daquelas que “pesam” no estômago, por um preço muito acessível. Para além do “lanche dos jovens de classe média” hoje o xis é consumido por várias camadas sociais. E talvez possa ser associado a uma longa tradição brasileira, uma “economia moral da comida”, entre as camadas populares, de que a melhor refeição tem que “encher a barriga” sem pesar no bolso. Enfim, são transformações dignas de atenção e curiosidade.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Resquícios da Segunda Guerra

Não é incomum encontrar artefatos militares na Europa. Em geral sempre surgem notícias de bombas e outras armas encontradas nos países que foram palco da Segunda Guerra, como este na França (clique aqui). 
Bomba encontrada na França, em 2010
No entanto, já estão em estado critico ou são desativadas, não oferecendo riscos. Infelizmente não foi o que ocorreu hoje, na pequena cidade de Euskirchen, na Alemanha: uma bomba explodiu e deixou um morto e oito feridos! deem uma olhada na notícia do site terra:



  atualizado às 14h15

Homem morre após escavadeira detonar bomba da 2ª Guerra


O operador de uma escavadeira morreu nesta sexta-feira na cidade de Euskirchen, no oeste da Alemanha, ao chocar acidentalmente o veículo, uma escavadeira, com uma bomba da Segunda Guerra Mundial. Com o choque, a bomba foi detonada.
Efeitos da explosão na Alemanha
A explosão ocorreu por volta do meio-dia local, informou a polícia, em um complexo industrial nos arredores dessa cidade do estado federado da Renânia do Norte-Vestfália. O condutor da escavadeira morreu na hora, duas pessoas ficaram feridas com gravidade e outras seis sofreram lesões leves.
Segundo testemunhas, o estrondo da detonação quebrou vidros de janelas de edifícios e lojas das imediações do complexo.
O solo sob muitas cidades alemãs ainda possuem artilharia lançada pelos Aliados e as forças soviética e que ainda não explodiu. No geral, essas bombas são desativadas sem perigo quando encontradas.
Com informações adicionais da agência AFP

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Breve história da polícia no Brasil

Pessoal, aí está o texto trabalhado nas oitavas (81 e 82). Para ver o texto original, clique aqui.
Abaixo, o vídeo com a música Polícia, dos Titãs, que utilizamos em aula, aproveitem!

A chegada da polícia no Brasil está vinculada com a vinda da família real ao Brasil, em 1808. A Intendência Geral de Polícia, fundada no Rio de janeiro pelo rei Dom João VI foi o primeiro órgão repressor surgido em território brasileiro que tinha como responsabilidades não apenas a manutenção da ordem pública (combate a criminalidade) mas também o papel de ser um agente “civilizador”: cuidar do espaço urbano, como a limpeza da cidade, a iluminação, o abastecimento de água, etc. A intendência também tinha autoridade sob delitos que colocassem em risco a ordem, julgando e punindo “desordeiros”, “desocupados”, escravos fugidos, entre outras figuras vistas aos olhos da sociedade da época como “vadios” ou “marginais”.
A ação da polícia já era, naquele momento, caracterizada pela violência: o aviso “lá vem o Vidigal” se referia ao Major Miguel Vidigal, chefe de polícia do Rio de Janeiro nos anos 20 do século XIX. A simples menção ao seu nome causava reboliços e tumultos na cidade, bem retratadas no livro Memórias de um Sargento de Milícias (1852), de Manuel Antônio de Almeida. O uso da chibata era comum pelos policiais, bem como as prisões arbitrárias, sem provas ou testemunhos.
Comunidades reclamam da
atuação policial
Com o surgimento da Polícia Metropolitana de Londres, na Inglaterra, em 1829, mudou-se também o modelo de ação policial no Brasil: a missão básica era a prevenção aos crimes e desordem e a garantia da integridade do cidadão, bem como era um serviço público estatal que não deveria fazer distinção de classe social ou política. O problema é que no Brasil tal preceito não foi seguido à risca. A polícia mostrou-se sempre despreparada para agir diante da diversidade social brasileira após o surgimento da República e a instituição policial sempre fora usada como instrumento de controle das classes sociais desfavorecidas, passando por cima dos direitos individuais e da cidadania.  Não houve interação entre sociedade e polícia, uma vez que a polícia seguia agindo de forma violenta e arbitrária.
Brigada Militar gaúcha em meio as jornadas
de junho de 2013
Durante a Ditadura Civil-Militar (1964-1985) a segurança pública foi misturada com a segurança nacional contra a “subversão”: as ações violentas ultrapassavam as questões sociais e entravam no terreno político, aprofundando-se o autoritarismo dentro das instituições policiais. Tal concepção de polícia enfrentou resistências após o fim da ditadura. A constituição de 1988 buscou garantir a segurança pública como Dever do Estado e direito de todos os cidadãos, no entanto, ainda hoje vemos a permanência do autoritarismo e da violência nas ações das policias militares e civis. O abuso da força nas suas ações, o uso da tortura como método de garantir confissões e o controle dos presos são evidências disso e tal brutalidade é maior contra alguns grupos sociais mais vulneráveis: moradores de favelas ou bairros pobres, em particular negros.
Charge ironiza atuação policial e comportamento
da classe média

Se a polícia tem o direito legitimo ao uso da violência, este deve ser feito de forma legal e clara, respeitando os direitos de todos os envolvidos, independente de cor ou classe social. Como isso não ocorre, a consequência deste quadro é a descrença e a desconfiança da população com relação às instituições policiais. Grande parte da população civil tem reivindicado que as organizações policiais atuem no sentido de manter e preservar a ordem pública, mas espera que a atuação cotidiana delas aconteça sem a violação de direitos individuais e coletivos. Embora também haja setores que optem pelo discurso do “bandido bom é bandido morto”, ou seja, que querem uma maior repressão aos criminosos, já que estes agem contra os “cidadãos de bem”. Mas não somos todos cidadãos? E o que significa ser bandido? A medida que alguém comete um crime e é presa, essa pessoa não terá que pagar por isso, de acordo com a lei? Será que ao exigirmos ações violentas da polícia não estamos contribuindo para maiores violências e menos democracia dentro da sociedade?


Texto adaptado de: MIRANDA, Ana e LAGE, Lana. Da polícia do rei à polícia do cidadão. IN: Revista de História da Biblioteca Nacional,  ano 3, nº 25, outubro de 2007.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

A Guerra Civil na Síria

mapa do Oriente Médio
Todos temos acompanhado a crise na Síria, país localizado em uma das regiões mais conturbadas do mundo, o Oriente Médio. Trata-se de uma situação causada por diversos fatores: o autoritarismo político do presidente sirio Bashar al-Assad, impedindo atividades de seus opositores; a política imperialista norte-americana e europeia naquela região, ao notarem na Síria um país estratégico na geografia do Oriente Médio para os seus interesses; e as questões regionais, principalmente o papel sírio como aliado palestino no conflito com o Estado de Israel.
Bashar al-Assad
Tal situação estourou em meio a Primavera Árabe, em 2011 e desde então, as forças do governo de al-Assad e os rebeldes opositores tem se enfrentado em uma luta armada, violenta, que tem causado uma tragédia humanitária sem precedentes na Síria, com muitas mortes e muitos refugiados, pessoas inocentes nesta briga.
Não bastasse isso, agora o presidente norte-americano Barack Obama ameaça intervir (invadir?) militarmente a Síria, o que não ajudaria em absolutamente nada na resolução da crise. Pelo contrário, causaria mais mortes, mais tragédias, ainda mais considerando a força militar estadunidense e o pouco cuidado destes em seus ataques, vitimando com frequência a população civil.
Fuga de sírios do país em guerra
Estejamos atento, então, ao que ocorre na Síria e lembremos sempre que não há mocinhos ou vilões: a situação é muito mais complexa e devemos buscar informações em diferentes fontes, para entendermos todos os lados deste conflito.
cena da guerra síria
Abaixo, um vídeo da ONU pedindo Basta a crise síria: