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terça-feira, 6 de maio de 2014

50 anos do golpe civil-militar de 1964 - 2

ESPORTE E DITADURA - O USO POLÍTICO DA COPA DE 1970

Seleção de 1970
Félix; Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo, Gérson e Rivelino; Pelé, Tostão e Jairzinho. Esse foi o Brasil que encantou o mundo no México em 1970. Com vitórias avassaladoras, atuações e gols espetaculares de Pelé e Cia. Não quem não lembre daquela seleção.
Propaganda do governo: usos e abusos do
nacionalismo
Entretanto, poucos lembram de como o título mundial de 1970 acabou ajudando a Ditadura instaurada em 1964 a propagar pelo mundo a ideia de que o Brasil ia bem, de que não havia problemas. A imagem da seleção brasileira certamente ajudou - e muito - a unir a população em torno da seleção e "esquecer" a falta de liberdades políticas, a repressão aos movimentos contrários a ditadura, a violência do Estado.
Ao fim, o governo conseguiu fazer prevalecer o nacionalismo e para isso a seleção de 1970 acabou vindo bem a calhar... Ao fim, o presidente-ditador Médici soube bem explorar a paixão pelo futebol dos brasileiros para garantir o apoio ao regime ditatorial e autoritário.
Ditador Médici e a taça Jules Rimet


 VIDEO: FINAL BRASIL 4 X 1 ITÁLIA

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Quando o Gre-Nal ainda não era Gre-Nal

Povo,

Em semana de Gre-Nal, um pouco da história desses dois clubes e da construção dessa rivalidade histórica.
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Centro de Porto Alegre nos 10 do século XX
Porto Alegre antes de Grêmio e Inter - O início do século XX marcou fortemente a influência dos imigrantes alemães e as formação de associações destes em que se reuniam, entre outras coisas, para os esportes, na capital gaúcha. Sob influência deles, começava-se se disseminar práticas esportivas como o remo, o turfe, o ciclismo, entre outros. Mas o futebol ainda era desconhecido dos porto-alegrenses...

O Rio Grande em Porto Alegre - em 1903, o Sport Club Rio Grande, clube de futebol da cidade do mesmo nome, fundado em 1900, foi convidado a fazer alguns jogos demonstrativos em Porto Alegre e causou frenesi entre os locais: a visita do clube rio-grandino influenciou a formação entre as associações germânicas de clubes de foot-ball. Sobre a primeira partida de futebol em Porto Alegre:
Primeiro foto do Grêmio, em 1903.

" (os jogadores do Rio Grande) jogaram durante duas horas para o deleite dos porto-alegrenses. (...)segundo o Correio do Povo, contou com um público de 5 mil pessoas. Na multidão encontravam-se muitas famílias da alta sociedade que se fizeram conduzir ao local em suas carruagens descobertas para melhor apreciar o espetáculo." (DAMO, p.62)

Grêmio e Fuss-Ball: a primeira rivalidade - O Grêmio e o Fuss-ball tiveram a mesma origem: foram fundados por imigrantes alemães, na mesma data - 15 de setembro de 1903 - e até 1909 foram os únicos clubes da cidade e se enfrentavam ao menos duas vezes por ano.

Primeiro distintivo colorado, 1909.
Novos clubes e o surgimento do Internacional - Reza a lenda que os irmãos Poppe, fundadores do Internacional, teriam tentado filiarem-se ao Grêmio e os membros gremistas teriam recusado, levando os jovens vindos de São Paulo a fundar o seu próprio clube. Verdade ou não, o fato é que os colorados surgiram e foram muito bem recebidos pelos gremistas, que os convidaram para realizar o primeiro match, encerrado com o escore de 10 a 0 para o Grêmio. De acordo com Damo, o surgimento do Internacional fora fundamental para o futebol gaúcho e o seu desenvolvimento. Os colorados sempre dispostos a quebrar a hegemonia gremista na cidade, e o Grêmio,  enfim, encontrava um adversário a altura.

Os negros na dupla Gre-Nal - Tanto um como outro só aceitaram negros muito depois das suas fundações. O Internacional, nos anos 30 e o Grêmio nos anos 50. É bom que se diga que o racismo no futebol não era uma exclusividade de Porto Alegre. Devido ao caráter elitista do futebol no seu início, raros clubes aceitavam "homens de cor". Raras exceções eram clubes fundados por indústrias ou comerciantes como os cariocas Bangu e Vasco da Gama ou o gaúcho Brasil de Pelotas.
André Catimba e a comemoração do Gauchão de 1977.
 1 a 0 e Grêmio campeão
No entanto, os negros souberam "driblar" tais restrições e formaram os seus próprios clubes de futebol e o seu campeonato, disputado a parte da Liga Municipal, que só tinham clubes "brancos". A Liga Nacional de Foot-Ball Porto-Alegrense, mais conhecida como a Liga dos Canelas Pretas era onde os negros conseguiam praticar o Football na nossa cidade.

BIBLIOGRAFIA:

DAMO, Arlei. Gremista ou Colorado. IN: Futebol e Identidade Social. Porto Alegre, Ed. UFRGS, 2002.
JESUS, Gilmar. O futebol da canela preta: o negro e a modernidade em Porto Alegre.IN; Revista Anos 90, PPGH/UFRGS, n.11, 1999.

BOM GRENAL A TODOS!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Esporte e política - o caso de Muhammed Ali


Em tempos de espionagem norte-americana, a notícia abaixo demonstra que esta prática não é nova e tampouco exclusiva a bisbilhotar chefes de governos ou empresas de outros países: os EUA vigiaram seus cidadãos que eram, ou que eles achavam que eram, contra as políticas do governo, especificamente, neste caso, contra a Guerra do Vietnã.

É interessante também por colocar a questão dos esportes e suas relações com os debates políticos e sociais de uma determinada época e lugar. O caso de Ali foi entre tantos outros que existiram - e ainda existem. Podemos citar o uso político que a ditadura-civil militar no Brasil fez da vitória da seleção na Copa de 1970, os boicotes nos Jogos Olímpicos de 1980, em Moscou(União Soviética) - os Estados Unidos se recusaram a participar - e em 1984, em Los Angeles (EUA) - os soviéticos deram o troco e não foram aos Jogos - tudo isso dentro do contexto da Guerra Fria... Em suma, este é um tema rico e que pode ser muito bem explorado no estudo da História.



Muhammad Ali era espionado nos EUA 

por críticas à Guerra do Vietnã

Ex-campeão mundial de boxe fez parte de lista de suspeitos, ao lado de Martin Luther King, que tinham suas conversas telefônicas ouvidas pela NSA



Por Londres

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Muhammad Ali com Malcolm X (Foto: AP)Muhammad Ali com Malcolm X: críticas à Guerra do
Vietnã e espionagem da NSA (Foto: AP)


O ex-boxeador Muhammad Ali fez parte de uma relação de pessoas que foram espionadas pela Agência de Segurança Nacional (NSA) por criticas à Guerra do Vietnã, revelam documentos divulgados na quarta-feira. Então campeão mundial dos pesos pesados, Ali foi preso após se recusar a servir ao Exército para lutar no Vietnã. Também perdeu o seu título, além de ter sido banido dos combates.
Além de Ali, o líder negro dos direitos civis Martin Luther King, senadores e jornalistas fizeram parte do programa 'Minarete', que durou de 1967 a 1973, monitorando conversas telefônicas de suspeitos. A existência do programa já era conhecida, mas só agora os nomes das 1.650 pessoas investigadas foram revelados.
O programa foi uma determinação do presidente Lyndon Johnson, preocupado com o crescimento da oposição doméstica à guerra. Os serviços de inteligência verificavam se os protestos eram estimulados por países estrangeiros. Dessa forma, a NSA elaborou, junto a outros organismos de inteligência, uma lista de críticos à guerra.
Segundo os pesquisadores Matthew Aid e William Burr, os abusos de espionagem durante a Guerra do Vietnã superaram amplamente os atuais excessos da NSA denunciados pelo ex-consultor da agência, Edward Snowden.