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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Resquícios da Segunda Guerra

Não é incomum encontrar artefatos militares na Europa. Em geral sempre surgem notícias de bombas e outras armas encontradas nos países que foram palco da Segunda Guerra, como este na França (clique aqui). 
Bomba encontrada na França, em 2010
No entanto, já estão em estado critico ou são desativadas, não oferecendo riscos. Infelizmente não foi o que ocorreu hoje, na pequena cidade de Euskirchen, na Alemanha: uma bomba explodiu e deixou um morto e oito feridos! deem uma olhada na notícia do site terra:



  atualizado às 14h15

Homem morre após escavadeira detonar bomba da 2ª Guerra


O operador de uma escavadeira morreu nesta sexta-feira na cidade de Euskirchen, no oeste da Alemanha, ao chocar acidentalmente o veículo, uma escavadeira, com uma bomba da Segunda Guerra Mundial. Com o choque, a bomba foi detonada.
Efeitos da explosão na Alemanha
A explosão ocorreu por volta do meio-dia local, informou a polícia, em um complexo industrial nos arredores dessa cidade do estado federado da Renânia do Norte-Vestfália. O condutor da escavadeira morreu na hora, duas pessoas ficaram feridas com gravidade e outras seis sofreram lesões leves.
Segundo testemunhas, o estrondo da detonação quebrou vidros de janelas de edifícios e lojas das imediações do complexo.
O solo sob muitas cidades alemãs ainda possuem artilharia lançada pelos Aliados e as forças soviética e que ainda não explodiu. No geral, essas bombas são desativadas sem perigo quando encontradas.
Com informações adicionais da agência AFP

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Breve História dos símbolos do Natal

Origem do Natal: A festa comemorativa ao nascimento de Jesus nem sempre foi como conhecemos: na realidade, até o século XIX era pouco citado, pois os cristãos davam maior atenção a vida de Jesus e não ao seu nascimento. A partir daquele momento, na Europa, o Natal passa a ser visto como uma festa voltada para as crianças e começa a ser ligada não tanto com a  religiosidade, mas com os progressos industriais e econômicos daquela época, levando muitos não-cristãos a festejá-lo também.
Lutero e o natal em 1536

Pinheiro de Natal: Originária do norte europeu (atuais países da Noruega, Suécia e Finlândia) foi introduzida no resto da Europa no século XIX, sendo enfeitada para o deleite das crianças. Com a expansão territorial - e comercial - do natal pelo mundo, no século XX, é muito comum vermos essas arvores nativas do inverno europeu  em países como Brasil e África do Sul!


Presépio: Inicialmente, eram montagens com atores vivos, feitas em igreja, como forma de representar o nascimento do menino Jesus. Com o tempo, passa a habitar as casas das pessoas comuns, a partir de bonecos postos juntos a árvore e os presentes, e com representações profanas junto as sagradas: Jesus, os três reis junto a um moleiro, um padeiro, etc.

Papai Noel: Jesus era o primeiro "entregador de presentes" do Natal. Com o tempo, perdeu o espaço para São Nicolau de Bari, figura simpática e que dizia a tradição, entregava presentes para os mais pobres no século III, na atual cidade de Bari, na Itália. Coube ao comércio transformar o santo na figura simpática, de vermelho e barbas brancas que dá presentes no dia 25 de dezembro. A igreja bem que tentou manter a imagem de Jesus neste posto - já que São Nicolau nada tinha a ver com Jesus -, mas ao se dar conta da força do Papai Noel, o transformou em "mensageiro de Jesus".
São Nicolau: "pré-papai noel"

Feliz Natal e Feliz ano novo!

Abaixo, um comercial natalino da Coca-Cola: a apropriação comercial do Natal...










BIBLIOGRAFIA:

KARNAL, Leandro. O refúgio da inocência. Revista História Viva, ano V, n° 50
MARTIN-FUGIER, Anne. Os ritos da vida privada burguesa. IN: História da vida privada, vol.4, Companhia das Letras, 2009.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Mandela na telona

Povo,

em função do falecimento de um dos grandes nomes do século XX, Nelson Mandela, indico aqui 3 filmes fundamentais sobre a vida e a luta deste líder sul-africano.

1. Mandela (1987, Phillip Saville, Reino Unido)

Acompanhamento da trajetória de Mandela na sua luta contra o Apartheid (regime político em que garantia o governo para a minoria branca sul-africana, em detrimento da população majoritária negra e outras minorias, como os indianos).
Nelson Mandela

2.Mandela - a luta pela liberdade (2007, Bille August, França/Itália/Reino Unido/África do Sul/Bélgica/Luxemburgo/Alemanha)

O filme mostra a relação na prisão entre Nelson Mandela e o seu carcereiro, que na realidade era espião do governo. Ambos começam a se respeitar e formam um laço de amizade que o transforma em um defensor dos direitos dos negros na África do Sul e em aliado de Mandela quando este sai da prisão.

3. Invictus (2009, Clint Eastwood, Estados Unidos)
Poster de Invictus


Este filme ressalta o pós-apartheid e a luta de Mandela na presidência para formar a "nação arco-íris". Para isto, o presidente usa o mundial de Rúgbi, disputado no país e esporte praticado pela minoria branca, para unir todos os sul-africanos em torno da seleção, independente da cor da pele dos jogadores e dos torcedores.

TRAILLER - Invictus

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Visita Virtual a Caverna de Lascaux

Pinturas de Lascaux
Povo,

Aqui está uma visita pela famosa Caverna de Lascaux, na França. Provavelmente tratava-se de um santuário para homens pré-históricos de mais ou menos 17 mil anos atrás, no período Paleolítico, em uma sociedade ainda caçadora-coletora, mas que já demonstrava indícios de pensamentos abstratos e de espiritualidade, a partir de suas pinturas rupestres.


Para a visita, acesse este   linkhttp://www.lascaux.culture.fr/#/fr/02_00.xml

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Breve história da polícia no Brasil

Pessoal, aí está o texto trabalhado nas oitavas (81 e 82). Para ver o texto original, clique aqui.
Abaixo, o vídeo com a música Polícia, dos Titãs, que utilizamos em aula, aproveitem!

A chegada da polícia no Brasil está vinculada com a vinda da família real ao Brasil, em 1808. A Intendência Geral de Polícia, fundada no Rio de janeiro pelo rei Dom João VI foi o primeiro órgão repressor surgido em território brasileiro que tinha como responsabilidades não apenas a manutenção da ordem pública (combate a criminalidade) mas também o papel de ser um agente “civilizador”: cuidar do espaço urbano, como a limpeza da cidade, a iluminação, o abastecimento de água, etc. A intendência também tinha autoridade sob delitos que colocassem em risco a ordem, julgando e punindo “desordeiros”, “desocupados”, escravos fugidos, entre outras figuras vistas aos olhos da sociedade da época como “vadios” ou “marginais”.
A ação da polícia já era, naquele momento, caracterizada pela violência: o aviso “lá vem o Vidigal” se referia ao Major Miguel Vidigal, chefe de polícia do Rio de Janeiro nos anos 20 do século XIX. A simples menção ao seu nome causava reboliços e tumultos na cidade, bem retratadas no livro Memórias de um Sargento de Milícias (1852), de Manuel Antônio de Almeida. O uso da chibata era comum pelos policiais, bem como as prisões arbitrárias, sem provas ou testemunhos.
Comunidades reclamam da
atuação policial
Com o surgimento da Polícia Metropolitana de Londres, na Inglaterra, em 1829, mudou-se também o modelo de ação policial no Brasil: a missão básica era a prevenção aos crimes e desordem e a garantia da integridade do cidadão, bem como era um serviço público estatal que não deveria fazer distinção de classe social ou política. O problema é que no Brasil tal preceito não foi seguido à risca. A polícia mostrou-se sempre despreparada para agir diante da diversidade social brasileira após o surgimento da República e a instituição policial sempre fora usada como instrumento de controle das classes sociais desfavorecidas, passando por cima dos direitos individuais e da cidadania.  Não houve interação entre sociedade e polícia, uma vez que a polícia seguia agindo de forma violenta e arbitrária.
Brigada Militar gaúcha em meio as jornadas
de junho de 2013
Durante a Ditadura Civil-Militar (1964-1985) a segurança pública foi misturada com a segurança nacional contra a “subversão”: as ações violentas ultrapassavam as questões sociais e entravam no terreno político, aprofundando-se o autoritarismo dentro das instituições policiais. Tal concepção de polícia enfrentou resistências após o fim da ditadura. A constituição de 1988 buscou garantir a segurança pública como Dever do Estado e direito de todos os cidadãos, no entanto, ainda hoje vemos a permanência do autoritarismo e da violência nas ações das policias militares e civis. O abuso da força nas suas ações, o uso da tortura como método de garantir confissões e o controle dos presos são evidências disso e tal brutalidade é maior contra alguns grupos sociais mais vulneráveis: moradores de favelas ou bairros pobres, em particular negros.
Charge ironiza atuação policial e comportamento
da classe média

Se a polícia tem o direito legitimo ao uso da violência, este deve ser feito de forma legal e clara, respeitando os direitos de todos os envolvidos, independente de cor ou classe social. Como isso não ocorre, a consequência deste quadro é a descrença e a desconfiança da população com relação às instituições policiais. Grande parte da população civil tem reivindicado que as organizações policiais atuem no sentido de manter e preservar a ordem pública, mas espera que a atuação cotidiana delas aconteça sem a violação de direitos individuais e coletivos. Embora também haja setores que optem pelo discurso do “bandido bom é bandido morto”, ou seja, que querem uma maior repressão aos criminosos, já que estes agem contra os “cidadãos de bem”. Mas não somos todos cidadãos? E o que significa ser bandido? A medida que alguém comete um crime e é presa, essa pessoa não terá que pagar por isso, de acordo com a lei? Será que ao exigirmos ações violentas da polícia não estamos contribuindo para maiores violências e menos democracia dentro da sociedade?


Texto adaptado de: MIRANDA, Ana e LAGE, Lana. Da polícia do rei à polícia do cidadão. IN: Revista de História da Biblioteca Nacional,  ano 3, nº 25, outubro de 2007.